Carreiras

O mundo do trabalho

 

Gestão de carreira

Freud e a corporação

A psicóloga e especialista em análise e aconselhamento de carreira Mariá Giuliese lançou o seu terceiro livro, "O Jogo da Transição", em janeiro, no qual faz uso de ferramentas da psicanálise para avaliar o mundo corporativo e suas relações.
Giuliese conversou com o blog Carreiras sobre essa união entre a teoria freudiana e a carreira, em uma conversa que abordou até mesmo como a relação de uma criança com seus pais pode influenciar seu comportamento, quando adulto, no ambiente corporativo. Confira:

Blog Carreiras - Até onde a psicanálise serve para analisar a vida profissional?
Mariá Giuliese - Quanto mais eu atuava dentro das empresas, mais eu notava que os elementos específicos da psicologia organizacional não davam conta dos problemas e das facetas das relações empresariais. Os modelos de gestão colocam tecnicamente vários fatores. Mas existem fatores que são internos do ser humano, fatores não percebidos.
A psicanálise me dá respostas mais profundas sobre os fenômenos das empresas e os profissionais que passavam por elas.
Tenho outro livro, chamado “Será Mesmo que Você Nasceu para Ser Empregado?”, que fala justamente do mal-estar constante do mundo corporativo. Mais ou menos como Freud falava do mal-estar na civilização. Trouxe isso para a empresa e abordei o mal estar-dentro da empresa. 
A psicanálise trabalha muito com o intrapsíquico, mas, a cada dia que passa, os estudos psicanalíticos mostram o poder e influência do mundo corporativo na formação do ser.
Quais as adaptações que foram necessárias a você fazer para que a psicanálise fosse aplicada ao mundo corporativo?
Não sei se fiz adaptações ou aproximações sucessivas e vi como a psicanálise poderia ajudar o ambiente de trabalho. Ela permite uma leitura mais consistente da realidade. 
A psicanálise tem sido cada vez mais usada para entender o ambiente. Acho esse movimento mais forte hoje em dia.
Você pode interpretar o ambiente de trabalho do ponto de vista socioeconômico, político e financeiro e também do psicanalítico, que vem completar e somar-se aos outros.
Quais são os caminhos que levam a um amadurecimento mais rápido ou mais demorado de um profissional?
A vida é feita de altos e baixos e idas e vindas. Quanto mais a pessoa se conhece, mais é capaz de lidar de forma positiva com a realidade. Entrar em conflito com a realidade, negar, objetar a realidade, não são um bom negócio. O melhor é entender o que está acontecendo.
Às vezes, é tão duro para a pessoa sair da empresa que ela se nega a ver que está tudo muito ruim. 
A negação da realidade parte do pressuposto que o que está diante dela é tão ameaçador e vai exigir tanta mudança que a pessoa não vai nem enxergar. É uma defesa.
Quanto um trauma pode afetar uma carreira?
Tudo depende de como a pessoa lida com o trauma. Eu conheço executivos que não conseguiram voltar para o mundo corporativo depois de uma demissão malfeita. [Eles,] que estavam na fase de voltar, que construíram um belo caminho, se descompensaram emocionalmente depois da demissão.
Conheci executivos que se aposentaram, adoeceram e morreram porque não conseguiram lidar com a nova realidade. 
A pessoa pode ficar inibida, insegura, com medo e atrapalhar ou retardar muito o desenvolvimento profissional.
O psicanalista Otto Kernberg diz que pessoas muito doentes emocionalmente podem se comportar como pessoas normais em um ambiente no qual as regras são claras e a liderança é saudável e transparentes. Entretanto, num ambiente com regras pouco claras, que mudam muito, com uma liderança que só trabalha em interesse próprio, onde o jogo das relações é perverso, até as pessoas saudáveis podem se comportar como doentes.
O quanto a infância pessoal pode afetar a carreira profissional?
Mais do que resumir, eu talvez possa lhe explicar com um exemplo: Tem uma pessoa que eu atendo que viveu uma experiência dolorida com os pais. Ele apanhava bastante. Todas as vezes que manifestava desejo de conhecer o mundo, apanhava ou ouvia a mãe dizer que não ia dar certo.
Essa pessoa se preparou durante um bom tempo, tentando se prevenir de levar a surra. Mas ficou tão necessitada de preparo para tudo, que, em tudo o que fazia, tinha que ser a mais esperta, inteligente e hábil.
Ele não conseguia tratar as situações de forma leve e passou a ter medo de tudo. Vivia situação de tensão muito forte.
Tudo que fazia tinha que ser perfeito e planejado, porque toda vez que ele ousava, apanhava.

Escrito por Marcos de Vasconcellos às 21h13

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'Dinheiro não é necessariamente motivador'

O propósito principal do trabalho é prover meios de subsistência, é verdade. Mas o dinheiro nem sempre é motivador a partir de certo ponto, para boa parte dos trabalhadores, de acordo com o analista de carreira Dan Pink.

Para ele, não é só porque a empresa oferece um bônus pelo aumento de produtividade que os funcionários vão se dedicar mais. Segundo ele, as pessoas querem mais é se sentir parte do trabalho, ser desafiadas, ser ouvidas.

Pink não fala isso por falar: desenvolveu uma série de estudos que demonstram sua teoria. "Bônus em dinheiro funciona para um determinado tipo de tarefa e um restrito tipo de funcionário", diz ele nessa palestra durante o TED, evento dedicado a compartilhar ideias.

Durante seu discurso, ele explica sua pesquisa de maneira leve e divertida.

Ah, e é possível assistir ao vídeo com legenda em 30 línguas no botão ao lado do "Play".

Escrito por Equipe do blog Carreiras às 12h08

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Carreira no pós-crise

 
 

Carreira no pós-crise

A Veris Faculdades promove amanhã, 13/4, às 19h, em São Paulo, a palestra "A crise passou? Reflexos na economia e na sua carreira". Voltado para profissionais que buscam recolocação no mercado de trabalho ou que querem estar preparados para o pós-crise, o evento gratuito contará com a presença do coordenador do curso de relações internacionais do Ibmec do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, José Luiz Niemeyer, e do diretor de recursos humanos e carreiras do Grupo Ibmec Educacional, Marcos Vono.

Interessados devem confirmar presença pelo telefone 0800-7231818. As vagas são limitadas.

Escrito por Raquel Bocato às 17h04

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Dúvida do leitor

 
 

Dúvida do leitor

"Tenho seis anos de experiência em marketing, com especialização em marketing institucional, e trabalho numa excelente empresa no interior de São Paulo. Mas meu crescimento está estagnado e não vejo muito campo em minha cidade. Desejo me mudar, mas tenho medo de trocar o certo pelo duvidoso e de ter dificuldades de recolocação. Que procedimentos devo tomar?"
M.C.V., 30, analista de marketing

Qualquer processo de mudança gera ansiedade e traz algumas incertezas, explica a gerente da área People & Change da KPMG no Brasil, Gisleine Camargo.

Antes de definir se a mudança vale a pena, é importante avaliar se a sua experiência é compatível com a exigida em outras cidades. A recomendação da especialista é fazer uma análise das empresas em que gostaria de trabalhar e o que elas valorizam nos colaboradores.

"Trocar experiências com amigos e pessoas da região pretendida também pode ser uma boa ideia", sinaliza Camargo.

Você tem dúvidas sobre gestão de carreira? Envie suas perguntas para empregos@uol.com.br. Elas poderão ser comentadas por um especialista aqui no blog Carreiras.

Escrito por Raquel Bocato às 14h28

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Resolução de início de ano: conseguir um emprego novo

 
 

Resolução de início de ano: conseguir um emprego novo

Quem está sem trabalho ou quer mudar de empresa deve aproveitar este momento para retomar a busca. Além de os recrutadores já estarem de volta ao escritório, diversas empresas têm a intenção de investir. “Elas estão reconquistando mercado e afrouxando os apertos de custo que tiveram no ano passado”, aponta José Augusto Minarelli, presidente da Lens & Minarelli Associados.

Ele ressalta que o profissional deve encarar a busca por emprego como um projeto e se ofertar no mercado como um provedor de soluções para o empregador. “O desempregado diz que precisa muito da oportunidade e se posiciona como alguém que tem um problema. Ele deve informar que está disponível e que pode ajudar a empresa, posicionando-se de uma forma positiva, e não constrangedora”, sugere.

Confira alguns passos que levam ao novo trabalho.

1. Projeto
Ao se começar a busca por uma vaga, é preciso fazer um inventário da carreira toda, listando as empresas onde trabalhou e os conhecimentos adquiridos, ressalta Minarelli. Com isso, o candidato pode perceber o valor da sua bagagem profissional.

2. Decisão
A etapa seguinte é definir qual emprego o profissional busca —em que setor, quais cidades e quais empresas. Com isso, é possível informar aos amigos e aos conhecidos que tipo de vaga é almejada.

3. Currículo
Essa é a hora também de verificar se o currículo está atualizado e claro. Para Adriana Pires, consultora da Fellipelli, o documento não pode ser tão sucinto que não seja possível identificar a expertise do candidato. Para um profissional em início de carreira (até sete anos de mercado), o currículo não deve passar de duas páginas. Já para um profissional sênior, o documento dificilmente tem tamanho inferior a uma página e meia, diz a consultora.

4. “Networking”
Ativar a rede de contatos é útil para informar os conhecidos de que se procura um novo trabalho e ficar sabendo sobre postos abertos. Não é recomendado, no entanto, disparar o currículo para todos. “É melhor fazer um contato prévio e mandar as informações só para quem já deu um retorno”, ressalta Pires.

5. Redes sociais
Assim como o currículo, o perfil profissional em sites como LinkedIn precisa ser atualizado. Mas, para aproveitar o que essas redes oferecem, é necessário também ir atrás de contatos velhos e novos e reagir às vagas que aparecem nos sites, alerta Minarelli. 

6. Processo seletivo
No período de uma ou duas semanas após uma entrevista, se não há resposta do recrutador, é aceitável fazer um telefonema para saber a quantas anda o processo seletivo. Para Minarelli, deve-se perguntar se o processo teve continuidade e mostrar interesse em continuar na disputa. É possível também combinar, ainda na entrevista, um prazo para ligar e saber a resposta. “É um ‘follow-up’ autorizado pelo recrutador”, lembra Minarelli.

Escrito por Mariana Iwakura às 18h54

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Palestra sobre administração no terceiro setor

 
 

Palestra sobre administração no terceiro setor

Luiz Carlos Merege, professor da Fundação Getulio Vargas e presidente do Instituto de Administração para o Terceiro Setor, dará palestra sobre administração do terceiro setor no dia 11 de dezembro, às 8h30. O evento acontecerá no auditório Ernesto Igel do Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola), na rua Tabapuã, 540, no Itaim Bibi, em São Paulo. Para participar, é preciso levar 1 kg de alimento não perecível, que será doado a uma instituição de caridade. As inscrições devem ser feitas pelo site www.ciee.org.br, nos links “Institucional” e “Agenda e inscrições”.

Escrito por Mariana Iwakura às 20h06

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Palestra gratuita para líderes em tempos de crise

 
 

Palestra gratuita para líderes em tempos de crise

O Universo do Conhecimento e a Franklin Covey Business School promoverão em parceria a palestra gratuita A Importância do Engajamento em Tempos Difíceis, no dia 24 de novembro, às 19h, na alameda Ministro da Rocha Azevedo, 419, Jardim Paulista, em São Paulo.
 
Ministrado por Luciano Meira, consultor e diretor de desenvolvimento da Franklin Covey Brasil, o encontro pretende ensinar líderes a engajar equipes em períodos de crise. O evento abordará os níveis de engajamento numa organização e os modelos que contribuem para que as pessoas possam, voluntariamente, oferecer seus maiores esforços de energia.
 
Serviço:
Palestra A Importância do Engajamento em Tempos Difíceis, com Luciano Meira 
Quando: 24 de novembro, das 19h às 21h
Onde: Universo do Conhecimento, alameda Ministro da Rocha Azevedo, 419, próximo às estações Consolação e Trianon-Masp do Metrô
Quanto: gratuito
Inscrições: www.universodoconhecimento.com.br
Informações: tel. 0/xx/11/3061-6490 e universo@universodoconhecimento.com.br

Escrito por Sílvia Haidar às 14h31

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Dúvida do leitor

 
 

Dúvida do leitor

"Cursei 75% da graduação em uma universidade de ponta. Infelizmente, não consegui continuar pagando a mensalidade e hoje cogito me formar em uma bem menos prestigiada. Vale a pena colocar no currículo que estudei na primeira instituição e somente na entrevista esclarecer que precisei trocar de faculdade?"
Maurício Neri, 26, desempregado

"De jeito nenhum", sentencia Elaine Saad, gerente-geral da consultoria Right Management na América Latina. Há apenas duas maneiras de descrever a experiência sem que isso afete a credibilidade do profissional no momento da entrevista. A primeira é informar no currículo as faculdades e os períodos em que o estudante permaneceu em cada uma. A segunda é listar apenas a segunda e esclarecer ao entrevistador ter cursado 75% do curso em uma faculdade de ponta.

Você tem dúvidas sobre gestão de carreira? Envie suas perguntas para empregos@uol.com.br. Elas poderão ser comentadas por um especialista aqui no blog Carreiras.

Escrito por Raquel Bocato às 15h48

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Orientação para entrevista de emprego

 
 

Orientação para entrevista de emprego

O Programa Orientação para o Trabalho, da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo, oferecerá nesta quarta-feira (4/11), às 9h, uma oficina para ensinar trabalhadores com idade acima de 16 anos como se comportar durante uma entrevista de emprego. Os interessados devem fazer inscrições no Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) onde pretendem realizar as oficinas. O horário de atendimento é das 7h às 18h e as aulas são ministradas simultaneamente nas seis unidades.
 
Com 300 vagas disponíveis, sendo 60 em cada unidade do CAT, a oficina abordará os seguintes assuntos para o tema de entrevista de emprego: contato visual, vestimenta, atitude, tom de voz adequado, currículo ideal e pontualidade. Já o tema desenvolvimento pessoal e profissional abordará como detectar pontos fracos e fraquezas, dificuldades na resolução de problemas e melhorar pontos positivos, potencial, qualidade, talentos e organização. Haverá também dinâmicas de grupo para trabalhar a timidez.
 
Unidades do CAT (Centro de Apoio ao Trabalho)
 
- Zona sul (Interlagos)
Av. Interlagos, 6.122
 
- Zona leste (Itaquera)
Rua Gregório Ramalho, 12
 
- CAT Avançado - zona sul (Jabaquara)
Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314
 
- Zona oeste (Lapa)
Rua Monteiro de Melo, 342
 
- Zona norte (Santana)
Rua Voluntários da Pátria, 1.553
 
- Centro (Luz)
Av. Prestes Maia, 913
 
 

Escrito por Sílvia Haidar às 16h01

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MBA generalista ou especializado?

 
 

MBA generalista ou especializado?

Com a popularização dos cursos de MBA, o número de opções especializadas em múltiplas áreas, como marketing ou logística, é cada vez maior. A dúvida é se isso cria alternativas para o profissional interessado em melhorar sua formação.

Para Patrícia Molino, sócia da consultoria KPMG no Brasil, a formação deve alternar cursos generalistas com especializados —após o período de domínio técnico, deve-se começar a estudar a empresa e a gestão.

No vídeo abaixo, Molino dá outras dicas sobre o melhor momento para fazer um MBA e o que deve ser levado em consideração na hora de escolher uma escola. Ela comenta também os cursos com dedicação integral.

A entrevista é parte do caderno especial Guia do MBA, que será publicado pela Folha no próximo domingo (18/10).

O caderno trará uma pesquisa Datafolha sobre a satisfação com o curso, os resultados alcançados após as aulas e a percepção de profissionais da Grande São Paulo que fizeram MBA nos últimos três anos.

Escrito por Cristiane Capuchinho às 18h40

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O que o MBA traz?

 
 

O que o MBA traz?

Na hora de planejar sua carreira e seu crescimento dentro da empresa, o MBA é um diferencial no currículo e no salário?

Para Jairo Okret, sócio-diretor sênior da consultoria Korn/Ferry International, o título em si não é mais um diferencial.  O importante, ressalta, é o que se constrói na carreira a partir do MBA: a questão não é só colocar o curso no currículo, mas incluir o aprendizado que ele trouxe.

No vídeo abaixo, Okret fala ainda sobre o recrutamento de empresas nas escolas cursos e dá conselhos sobre a apresentação da experiência no currículo.

Para saber mais sobre esses cursos, confira o especial Guia do MBA, que será publicado na Folha deste domingo (18/10).

Escrito por Cristiane Capuchinho às 16h46

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MBA no exterior é uma boa ideia?

 
 

MBA no exterior é uma boa ideia?

Fazer um MBA no exterior tem benefícios certos. No entanto, na hora de o profissional decidir sair do país, pesa a preocupação em abandonar o mercado de trabalho brasileiro por um ou dois anos. E o risco de voltar sem um emprego?

Para o sócio da consultoria Korn/Ferry International Jairo Okret, a viagem não só vale a pena como faz diferença na carreira.

“Temos visto que esse tipo de decisão fez diferença na carreira a longo prazo”, afirma Okret. O diferencial pode não vir no momento da volta, acrescenta, mas, após cinco ou dez anos, esses profissionais estão em posições de destaque.

Os cursos feitos no exterior são valorizados pela dedicação exigida nas instituições de ensino e pela experiência internacional, além de pela boa preparação em gestão de empresas. “Os MBAs feitos nas melhores escolas do exterior são em tempo integral, o que indica que houve comprometimento do profissional”, destaca Juliano Ballarotti, gerente de engenharia e manufatura da consultoria Michael Page.

A rede de contatos adquirida no exterior também é valorizada —e pode ser um caminho para vagas em multinacionais. “As chances de receber ofertas para ficar no exterior são altas”, aponta Ballarotti. “E não necessariamente são para ficar no país onde o aluno fez o curso.”
 
Mas os consultores lembram que um curso desse quilate é para quem já tem experiência em cargos de gestão e quer fazer uma ruptura em sua carreira, seja para mudar de empresa, de área ou de salário. Para quem está nos níveis mais altos do organograma, Ricardo Bevilacqua, diretor para a Flórida e a América Latina da Robert Half, opina: “No Brasil, não temos cinco escolas que as empresas realmente levem em consideração”.

Se você está planejando o próximo passo da sua carreira, não perca o especial Guia do MBA, que será publicado na Folha do próximo domingo (18/10).

Escrito por Cristiane Capuchinho às 18h29

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300 vagas para curso gratuito de recolocação

 
 

300 vagas para curso gratuito de recolocação

A Secretaria Municipal do Trabalho abriu 300 vagas para o curso de recolocação no mercado que faz parte programa “Time do Emprego”. As aulas e o material didático são gratuitos.

Os encontros serão semanais, às quintas-feiras, e terão três horas de duração. O curso começa no dia 22 de outubro. Ele irá durar três meses e abordará temas como desenvolvimento e reconhecimento de competências e potencialidades, mercados promissores, técnicas para facilitar a procura de emprego, planejamento financeiro e trabalho por conta própria.

O público-alvo do programa são desempregados por longos períodos e jovens com mais de 16 anos de idade em busca do primeiro emprego, além de trabalhadores com baixa escolaridade e idade acima de 40 anos. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por e-mail (timedoempregosmtrab@prefeitura.sp.gov.br) ou pessoalmente nas unidades do CAT (Centro de Apoio ao Trabalho), até o preenchimento de todas as vagas.
 
 
Unidades do CAT (Centro de Apoio ao Trabalho)
 
- Zona sul (Interlagos)
Av. Interlagos, 6.122
 
- Zona leste (Itaquera)
Rua Gregório Ramalho, 12
 
- CAT Avançado - zona sul (Jabaquara)
Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 2.314
 
- Zona oeste (Lapa)
Rua Monteiro de Melo, 342
 
- Zona norte (Santana)
Rua Voluntários da Pátria, 1.553
 
- Centro (Luz)
Av. Prestes Maia, 913

Escrito por Sílvia Haidar às 17h24

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Devo circular meu currículo pela rede, mesmo empregado?

 
 

Devo circular meu currículo pela rede, mesmo empregado?

 

 ( Patricia Stavis/Folha Imagem)

Projeção de currículo virtual em CD


Esqueça aquela pasta que guarda seu currículo e que você só abre quando teme ficar desempregado. Lugar de currículo é no mercado, afirma Priscila Azevedo, coordenadora do setor de carreiras da Veris Faculdades, do Grupo Ibmec Educacional.


Na opinião dela, o profissional empregado não deve se sentir constrangido ao manter o currículo em vários sites de recrutamento. O que não se deve fazer, diz, é distribui-lo indiscriminadamente, como se fosse mala direta —especialmente para vagas que não estão no seu perfil.


A vantagem de manter o currículo circulando no mercado, avalia Azevedo, é que, ao receber chamadas e pedidos de outras empresas, o profissional fica atento às competências exigidas pelo mercado. Se a empresa em que trabalha tiver uma boa política de recursos humanos, vai querer mantê-lo.


A engenheira de alimentos Aisla Rutkowski, 25, empregada em uma indústria alimentícia, decidiu, a partir dessas dicas, disponibilizar seu currículo em sites gratuitos. “Você coloca suas qualificações e recebe um retorno ao ser chamada ou não. Se me chamarem para desenvolvimento, por exemplo, sei que devo focar mais nessa área dentro da empresa”, analisa.


Confira abaixo a entrevista com Priscila Azevedo.

O que você acha de uma pessoa que está bem empregada colocar seu currículo na internet?

Mesmo que esteja empregado, é positivo para o profissional manter seu currículo atualizado e, vez ou outra, disponibilizá-lo ao mercado. É uma maneira de saber como está sua empregabilidade, se ela continua em alta e se seu perfil é demandado pelas empresas. Dessa forma, é possível sentir o efeito de eventuais mudanças em sua área de atuação, o que evita futuras surpresas. E é essencial manter o “networking” ativo.

O que pensa o recursos humanos do empregador ao saber que o funcionário está com currículo atualizado na internet? E o da empresa concorrente?

Hoje isso é muito comum. Em razão das mudanças de contexto e de cenário evidenciadas por crises, fusões e aquisições, as pessoas estão positivamente preocupadas, e muitas estão agindo proativamente para evidenciar seus currículos. As empresas reconhecem este fato e têm consciência de que precisam investir no capital humano para reter seus talentos. As empresas sabem que seus colaboradores se sentem mais à vontade para negociar propostas e estão atentas a isso.

Como tirar o currículo da gaveta e colocá-lo para circular sem parecer “oferecido”?

O importante é o profissional não panfletar seu currículo. Ele deve ser seletivo e ter foco, de modo a se valorizar e a não “queimar” sua imagem. Ou seja: mantenha seu currículo atualizado nos lugares específicos e não o distribua indiscriminadamente por meio de mala direta. Especialmente para cargos que não possuem algo em comum com a função que você ocupa atualmente.

Você já teve bons resultados ao circular o currículo pela rede de contatos? Deixe seu comentário.

 


 

Escrito por André Lobato às 15h47

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Currículo por e-mail

 
 

Currículo por e-mail

Você não sabe o que incluir no e-mail que vai levar o seu currículo ao recrutador? Confira abaixo as recomendações de Daniella Correa, consultora de recursos humanos da Catho Online, e de Márcia Siqueira, gerente de RH da Gelre, para o envio do documento.

Se você tem dúvidas sobre gestão de carreira e confecção de currículo, mande-as para empregos@uol.com.br. Suas perguntas poderão ser comentadas por um especialista aqui no blog Carreiras.


Se o profissional vai enviar o documento para mais de um destinatário, é importante que mantenha todos em cópia oculta, para que não pareça estar sem foco e sem objetivo nem exponha os dados de contato dos selecionadores


No assunto da mensagem, é sempre indicado escrever a palavra "currículo", seguida do cargo para o qual o profissional deseja se candidatar. "O assunto tem de chamar a atenção de quem o recebe", opina Correa. Segundo ela, se a empresa não tem vagas abertas no setor pleiteado pelo candidato, é recomendado escrever "oportunidade de trabalho", seguido pela área desejada


Currículos anexos ou disponíveis em páginas da internet têm melhor distribuição e formatação das informações. No entanto, nem todas as empresas os abrem --até porque alguns documentos podem conter vírus. É melhor informar-se sobre a política de recebimento antes de enviar um anexo ou então copiar o texto no corpo do e-mail

Escrito por Raquel Bocato às 21h27

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Blog Carreiras O blog Carreiras é uma extensão da cobertura publicada semanalmente no caderno Empregos&Carreiras. É produzido pelos jornalistas Bruna Borges, Cássio Aoqui, Jordana Viotto, Marcos de Vasconcellos e Raquel Bocato.
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